Uma conversa sobre remuneração fica mais concreta quando separa três coisas: resultados documentados, mudança de responsabilidade e o efeito de cada proposta no salário líquido.
Não existe percentual, tempo de casa ou roteiro que garanta aumento. O objetivo deste guia é preparar uma proposta verificável, sem inventar uma “faixa ideal” de mercado.
A simulação abaixo usa as tabelas de INSS e IRRF de 2026; benefícios e política interna da empresa continuam fora do cálculo.
Monte a proposta em três evidências
| Evidência | Registro útil | Evite |
|---|---|---|
| Escopo | Responsabilidades adicionadas, data e frequência. | “Faço de tudo” sem exemplos. |
| Resultado | Meta, período, linha de base e resultado atribuível ao seu trabalho. | Números sem origem ou sem período. |
| Proposta | Valor bruto pretendido, alternativas e data para retorno. | Percentual copiado de uma média genérica. |
Cenário conferido: de R$ 5.000 para R$ 6.000 brutos
Na calculadora de salário líquido, sem dependentes e sem outros descontos, R$ 5.000 brutos resultam em R$ 4.498,49 líquidos; R$ 6.000 resultam em R$ 4.973,39. Assim, uma proposta de R$ 1.000 a mais no bruto representa R$ 474,90 a mais no líquido deste cenário. Refaça a conta com seus próprios dados antes da conversa.
Roteiro curto para a reunião
- Descreva a mudança de escopo ou o resultado, com período e evidência.
- Apresente o valor bruto proposto e pergunte quais critérios a empresa usa.
- Registre o retorno esperado, responsável e data, mesmo que a resposta seja “não”.
- Não use proposta externa como pressão se ela não existir ou se você não pretende aceitá-la.
Fontes e limites da simulação
A simulação não inclui benefícios, bônus, participação nos lucros, convenção coletiva, pensão ou descontos da empresa. Este conteúdo organiza a conversa; não estima “valor de mercado”.